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Está na gráfica o primeiro número de Alfa, revista masculina da editora Abril que tem a missão de vencer na vida sem mostrar os peitinhos. Não existe nada parecido no Brasil. Lá fora tem a GQ e Esquire. A primeira foi uma das patrocinadoras oficiais do modelo de jornalismo inventado pelos ingleses, que teve dias de glória defendendo a doutrina do macho tipo “quanto mais escroto melhor”. Quando o modelo encheu o saco dos leitores, a publicação baixou a bola, passou a investir mais em boas histórias e parece ter se safado. Esquire sempre preservou seu lugar na roda dos cidadãos decentes e se garante fazendo reportagens bem feitas e perfis de gente bacana. Alfa deve experimentar esse caminho. Pretende falar para um público que tem saudades das famosas entrevistas da Playboy, para os que estão em paz com os quilos a mais que carregam na pança, bem sucedidos sem culpa e aos que já acham mais excitantes as curvas de um Aston Martin as de Gisele Bundchen. Evidentemente, esperamos que os senhores jornalistas responsáveis pela publicação compreendam que a Kate Moss continua acima de todos os Astons. Além do mais, ninguém faz foto para revistas como ela. Pelo que entendi, não veremos em títulos a palavra “dialética” e nem perorações sobre cinema iraniano, o que parece muito bom. Se você tem mais do que 30 já tem boas razões para fazer um teste drive. Não lembro de uma edição número um que tenha sido um sucesso avassalador. Avassalador? Ops. isso é coisa de novela das oito. Voltando ao assunto, não falo de vendas. Existem pilhas de publicações que arrebentaram nas bancas logo de saída.  Falo de impacto, memória, essas coisas. Todas as minhas capas preferidas embalaram publicações já veterenas.  Número um não é campo de prova. É lugar que exige segurança, principalmente quando estamos falando de muito investimentos e tiragens de centenas de milhares de exemplares.  Mesmo assim, penso no drama do editor de uma revista como Alfa para definir sua primeira capa: seu cartão de visitas, seu primeiro teste de bancas, as expectativas do publisher….Uau. Talvez seja o maior drama que vai enfrentar em uma vida editando revistas. Quando vi a capa de Alfa, com Galvão Bueno, tive a sensação de que eles acertaram. Conseguiram surpreender com o óbvio. É a fórmula mágica. Não é infalível mas é mágica. Todo sucesso do mundo para a Alfa e para sua equipe.

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Hoje circula pela última vez em papel o centenário Jornal do Brasil. Quem está nos 40 como eu não sabe direito do que estão falando os que sentem saudades do JB. Eu lembro de um jornal em constante aflição para pagar seus jornalistas e para enfrentar suas obrigações financeiras. Colegas diziam que trabalhar no jornal era “bom para o currículo”. Pois eu sempre achei que bom  mesmo é  trabalhar sério e ganhar direito. Mas o fato é o que o jornal tinha muito charme e um grande poder de sedução. Vários nomões passaram por lá. Pessoalmente, acho complicado  fazer bom jornalismo quando se precisa pedir favores ao gerente do banco para rolar os papagaios. Independência para valer custa muito caro. O JB tem uma história, revelou gente, soube valorizar a importância das reportagens bem feitas e bem contadas, mas ficou no passado. Leio com curiosidade os inúmeros textos de pesar e as despedidas ao jornal, como se ainda fizesse falta. Deveríamos comemorar o fim do JB. A razão é que seus editores encontraram uma alternativa para não ter que simplismente fachar as portas. Acaba o papel, fica o conteúdo da internet e, quem sabe, encontrão um jeito de pagar as contas para poder fazer jornalismo. Só vi o IG fazer um registro otimista dessa transição. Devíamos  todos comemorar. Toda sorte do mundo para o novo JB

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O “USA Today”, segundo jornal de maior circulação dos Estados Unidos, vai fazer uma reformulação radical para enfatizar a criação de conteúdo para internet. A reformulação é reflexo da queda da circulação e da receita com publicidade. Para atingir o público e seguir as tendências do mercado, a publicação irá focar menos no jornal impresso e mais na produção de conteúdo em plataformas, como internet, celular e iPad. As mudanças, que acarretarão na demissão de 9% de seus funcionários, marcarão a passagem do “USA Today” de uma companhia jornalística para uma empresa de mídia multiplataforma. Leia reportagem da Folha de S. Paulo (conteúdo para assinantes).

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O faturamento com publicidade nos veículos de comunicação do Brasil teve aumento de 29,8% no primeiro semestre de 2010, com receita publicitária de R$ 12,5 bilhões, contra R$ 9,6 bilhões no mesmo período do ano passado. O setor que mais cresceu foi a TV aberta, com alta de 37,6%, devido à Copa do Mundo. A TV por assinatura também teve alta significativa, atingindo 36,85%. A internet, com 36,7%, ultrapassou as rádios no mês de junho, tornando-se a quarta maior mídia do país em faturamento publicitário. As revistas e as rádios também cresceram, registrando aumento de faturamento em  23,2% e 18,8%, respectivamente. Segundo maior meio de comunicação no Brasil, os jornais registraram aumento de 8,25%. Finalmente, o único segmento cujo faturamento diminuiu foi o de guias e listas, com queda de 9,5%. Leia texto da Folha de S. Paulo (restrito para assinantes).

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A Folha de S. Paulo falou bem do livro “Maria Erótica e o Clamor do Sexo”, do jornalista Gonçalo Junior., baseado em uma pesquisa, que começou em 1993 como trabalho de conclusão de curso na Universidade Federal da Bahia e reuniu 5 mil títulos de revistas pornográficas lançadas durante o regime militar (1964-1985). Mais do que uma seleção de fotos de mulheres nuas, para Gonçalo, sua publicação é um livro sobre política e uma tentativa de resgatar os que lutaram contra a ditadura. Além do destaque “Maria Erótica”, personagem ingênua e sensual, foram estudados títulos como “O Incrível (e Bem-Dotado) Hukão”, cujo protagonista tem o maior pênis do mundo, e o “Super-gay”, sátira homossexual. Leia reportagem completa no site da Folha.

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A seguir, as capas desta semana das quatro revistas semanais, Veja, Época, IstoÉ e Carta Capital e Época.

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Ex-diretor de redação de Exame e de Época, Paulo Nogueira é uma referência na edição de revistas no Brasil. Ele passa a publicar em seu blog trechos do livro que prepara sobre a profissão. Confira a íntegra de seu primeiro artigo aqui. É chumbo grosso.

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A revista “OK! Magazine” ofereceu US$ 1 milhão à atriz Lindsay Lohan, que cumpre pena de 90 dias por dirigir embreagada, por sua primeira entrevista após sair da cadeia. Leia mais aqui (em inglês aqui). Nos Estados Unidos e na Europa esse tipo de proposta é comum e faz a alegria de celebridades, imprensa e leitores. Aqui achamos natural que as moças ganhem dinheiro para tirar a roupa mas não toleramos a ideia de pagar para ouvi-las falar. Curioso.

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