E as revistas, estão salvas?
A revista Time dedicou uma reportagem de capa em fevereiro de 2009 para a crise dos jornais nos Estados Unidos. Em resumo, o texto afirma que o modelo de distribuição de conteúdo gratuito pela internet é insustentável. Confira os principais pontos da reportagem e as sugestões da revista:
Leitores – Jornais e revistas nunca tiveram tantos leitores. Porém, um número cada vez maior não paga pela informação. A razão: ela está disponível de graça na internet. Um estudo do Pew Research Center, um instituto de pesquisa americano, revelou que no segundo semestre de 2008 mais pessoas se informaram com notícias gratuitas encontradas na internet do que pelos jornais e revistas.
Publicidade -Jornais e revista sobreviveram muito tempo com três fonte de receitas: venda de exemplares avulsos, assinaturas e publicidade. Modelo de negócios – O novo modelo de negócio baseado na internet só conta com os anunciantes, o que faz do modelo insustentável. Além disso, contar com os anunciantes como suas únicas fontes de receita transforma jornais e revistas em reféns. Nos anos 90 as empresas de comunicação abraçaram a ideia de distribuir conteúdo de graça seduzidas pelo dinheiro de publicidade que entrava na internet. Só que o grosso do dinheiro acabou nos bolsos de empresas que geravam pouco ou nenhum conteúdo: portais, agregadores e sites de busca, em outras palavras Google e Yahoo .
Conteúdo pago é a solução – As pessoas aceitavam com tranquilidade pagar para enviar uma mensagem de texto pelo telefone, mas parece inconcebível a ideia de pagar alguns centavos por uma revista inteira na internet.
O desafio para um modelo baseado em pagamento de conteúdo consiste no desenvolvimento de uma tecnologia eficiente de cobrança. Um leitor interessado em um artigo de uma publicação que não está acostumado a ler acabaria afastado.
O artigo completo aqui

{ 1 comment… read it below or add one }
Só para lembrar o que aconteceu com a indústria fonográfica. Preocuparam-se em vender CDs, plástico, e esqueceram que o negócio deles era música. O grande dilema é como comercializar a informação, absorvendo o que há sempre de novo em tecnologia. Com certeza, o modelo assinatura para o site não funciona.