O jornal de ontem e a internet de hoje

by Alexandre Secco on 01/09/2009 · 0 comments

A página A8 da Folha de S.Paulo de hoje (1 de setembro) informa o seguinte: “Menezes Direito, do STF, está internado em estado grave”. Li com atenção pois acompanho e admiro a  carreira do ministro do STF. Um pouco mais tarde, descobri no UOL que  Direito falecera na madrugada de segunda para terça-feira, antes da Folha chegar na minha casa. Não se trata de um caso especial, nem de algo grave. É uma bobagem, mas serve de exemplo para ilustrar uma história a respeito do que os jornais podem fazer para continuarem relevantes na era da informação digital (falamos sobre o assunto no post anterior). Em primeiro lugar: devem fazer o que é possível. “Está internado” é uma construção inadequada, que já estava ultrapassada quando o jornal passava pela rotativa e ainda tomou meu tempo. Seria melhor oferecer algo menos perecível, coisa do tipo: ” foi internado em estado grave”. Cuidados desse tipo elevariam a taxa de precisão e, certamente, o interesse pelos jornais. Estamos tão preocupados com o futuro da mídia impressa que, talvez, estejamos prestando menos atenção do que seria razoável ao presente da mídia impressa.

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