
A associação dos jornais americanos (NAA, na sigla em inglês) divulgou recentemente os dados sobre a receita dos jornais no segundo trimestre. Houve uma queda acentuada de 30% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Com base nesse estudo, estima-se que a receita dos jornais americanos este ano chegue a 27 bilhões de dólares, 11 bilhões de dólares a menos do que no ano passado. Em 2005 a receita dos jornais americanos atingiu o pico de 50 bilhões de dólares. Embora a economia americana emita sinais de que o pior da crise já passou, o drama para a indústria de jornais não parece ter chegado ao fim, segundo analistas. Além das dificuldades na economia, os diários parecem estar enfrentando uma mudança estrutural na forma como os americanos consomem notícias. No quadro ao lado, a participação da receita dos jornais no bolo da publicidade está marcada com seta azul. A seta verde indica a participação das mídias digitais (que está crescendo rápido) e a seta vermelha mostra a do rádio, que pela primeira vez supera a dos jornais. O Nieman Journalism Lab analisa os números em seu blog.
Nos Estados Unidos a divulgação desses dados sempre vem acompanhada de debates e especulações sobre o futuro dos jornais. Esse tipo de exercício tem seu lugar, mas tenho a impressão de que está tomando o lugar da conversa mais importante que é sobre o presente dos jornais, o que se pode fazer imediatamente para conquistar leitores.
