Quando você vive no começo dos anos 80 e é o primeiro de sua família com chances de agarrar um diploma de nível superior e informa que decidiu fazer jornalismo produz um choque de expectativa de proporções razoáveis. Uns dirão que o ingresso na carreira só é viável para quem tem um pistolão e outros sequer reconhecerão jornalismo como carreira. “É para boêmios”, eu ouvia. O diabo é que você olha para os lados e vê poucoas chances, até que descobre um tal de programa de treinees. Eu me inscrevi e fui selecionado por concurso para o oitavo programa de treinees da Folha. Foi difícil explicar que jamais me perguntaram quem eram meus pais, ou coisas do tipo. Eu fiz as provas, as entrevistas, fiquei uma semana na redação e depois me deram um emprego. Eu suponho que tenham identificado algum mérito, mas por precaução sempre achei melhor não perguntar. Passei muitos anos na Folha de S. Paulo, guardo as melhores referências e um respeito profundo pelo que se faz lá dentro. Especialmente pelo programa de treinamento, que foi um dos precursores da seleção por mérito nos jornais e que me concedeu o direito de ser avaliado por pessoas inteligentes e preparadas. Todo esse devaneio para dizer que a Publifolha lançou recentemente “Jornalismo Diário”, identificado como um manual para quem ingressa na carreira, escrito pela editora de treinamento da Folha, Ana Estela de Souza Pinto. Ainda não li, más já gostei e vou ler. Tem 344 páginas e custa R$ 49,90
Livro: Jornalismo diário, de Ana Estela de Souza Pinto
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Oi, Alexandre. Primeiro, gostaria de te parabenizar pelo blog, que é bem interessante. Mas aproveito para te dar um toque sobre o link do RSS aí em cima. Acho que tem algum erro, pois não consigo adicioná-lo no meu leitor de feeds. Dê uma olhada nisso, por favor.