Sobre o blog
Uma coleção de motivos que me levaram a montar o www.mediacircus.com.br. Talvez, o primeiro tenha sido a vontade de participar mais de perto do mundo dos blogs e das redes sociais, que por muito tempo eu vi só pela vitrine. Um leitor mais jovem pode rir, mas isso não é pouca coisa para alguém que, como eu, passou a vida inteira “pintando papel” em jornais e revistas. O curioso é que eu frequento a rede desde os tempos do BBS. Comprei o pacote “internet in a box” que trazia o browser Mosaic, o avô do Netscape, tive conta na Mandic (que virou IG) e na Nutecnet (que virou ZAZ, que depois virou Terra). Peço desculpa aos leitores nascidos nos anos 80 pela linguagem cifrada. Mas o fato é que até a internet está ficando velha. É de 1969, assim como eu. Faço parte da geração que deu de cara com a rede quando saiu da faculdade e começou a trabalhar. Ou seja, passei metade da vida unplugged e a outra metade na rede. Minhas filhas, que são pequenas, vão estranhar demais essa história… Fico imaginando a cara delas quando eu contar que eu fazia os trabalhos da faculdade em uma máquina de escrever Olivetti.
Outra razão é oportunidade de explorar assuntos que não aparecem nos veículos tradicionais de comunicação. No Brasil, por uma série de razões, a mídia não se interessa pela mídia, nem para falar de negócios. Sei que é preciso usar os exemplos americanos com ressalvas porque lá, digamos, o assunto é tratado com uma paixão intensa. Mas o fato é que a mídia americana fala da mídia. Há vários jornalistas especializados e muitas publicações cobrem o assunto regularmente. Uma das mais importantes revistas econômicas dos EUA, a BusinessWeek, tem uma coluna regular de mídia. Só de mídia. Não tem sobre a indústria de petróleo, nem sobre a de veículos. No Brasil, o espaço que sobra para falar de mídia é geralmente usado para descer a lenha em jornalistas e em empresários de comunicação. Tudo que se faz é “suspeito”, “antiético” ou “só serve para vender jornal”. Esse é um papo muito chato, sem idéias e quase sempre inócuo. O mediacircus está fora dessa discussão.
O Brasil construiu empresas de comunicação economicamente sólidas e respeitáveis, capazes de fazer publicações de qualidade comparável ao que existe de melhor no mundo. Temos publicações que são referências mundiais e um mercado extremamente vibrante. Passe pela banca de jornal. Há dezenas de lançamentos todos os meses.
O Mediacircus é feito para quem gosta de mídia, da mídia, e para quem, como eu, tem orgulho do que faz. É para quem gosta de jornais, de revistas e de internet. Vamos falar de tendências em comunicação agregando as informações sobre o assunto, fazer referência aos bons projetos que acabam nas bancas de jornais, a estratégia de negócio das empresas e sobre o que dá certo para vender jornal e revista. Afinal esse é um dos objetivos dessa indústria.Finalmente, encontrei uma oportunidade para manter contanto com os jornalistas que já trabalharam comigo. Eu gosto de falar de jornalismo, sobre como se faz jornalismo e como deveria ser feito. Na redação, sentado na minha cadeira de chefe, eu tenho uma audiência garantida (ainda que bocejante, algumas vezes). No Blog, eu sei que vou ter que ralar para chamar a atenção de estudantes e jornalistas, eis um grande desafio.
Mediacircus foi o nome que eu e meu sócio, o jornalista Arthur Lopez, demos a uma agência digital que criamos há mais de dez anos. A escolha foi resultado de uma discussão nonsense sobre a qual falamos do filme “The Rolling Stones Rock and Roll Circus”, que acabara de ser lançado. Eu já tinha o registro do nome www.mediacircus.com.br e resolvi usá-lo para o blog. Pensando mais tarde sobre o assunto, percebi que em alguns aspectos a mídia se parece mais com o circo do que antes. A audiência interage com os atores, a programação vai do bizarro ao sublime e o negócio está em transformação.
O MediaCircus tem atualização diária entre segunda-feira e sexta-feira. Mais de uma por dia sempre que possível. Trabalharemos com três tipos de informação: entrevistas realizadas pelo mediacircus com profissionais que atuam no mercado de comunicação, informação de veículos especializados e o que tudo que encontrarmos nas bancas de jornais.
